sexta-feira, 28 de junho de 2013

TRIBUNA DA FAMÍLIA

Protesto contra quem?

Havíamos combinado para esta edição a continuação do título “Onde eu errei... Capítulo I”.  Continuaremos na próxima edição. Vamos abrir um parêntese para falar sobre a onda de protestos e manifestações que tomou conta do Brasil nos últimos dias. Gostaria de compartilhar uma reflexão que tenho feito fazendo esta pergunta: Protesto contra quem?  Obviamente que os protestos têm endereço, qual seja, a classe política brasileira, os abusos contra o erário público, os altos impostos e a precariedade dos serviços públicos de primeira necessidade. Mas quem são esses políticos? São ET´s que, vindos de outro planeta, tomam conta dos cargos políticos desta nação? Óbvio que não!  São pessoas que nascem em FAMÍLIAS brasileiras. Já foram crianças, adolescentes, jovens e por fim estão aí, com cargos democraticamente instituídos e empossados nestes cargos por voto livre.  Desta forma, o retrato da classe política é o retrato da FAMÍLIA brasileira. Nós vivemos em um processo flagrante de desestruturação de valores e princípios em nossas famílias que não tarda a atingir todos os setores da nossa sociedade, inclusive o político.  Que formação e exemplo nós (eu e você) estamos dando para nossos filhos quando: não há respeito e fidelidade dentro dos lares, não investimos tempo de qualidade em nossas famílias, delegamos a educação de nossos filhos para a televisão e para as escolas, crianças são abusadas sexualmente e espancadas dentro de suas próprias casas, não honramos com nossos compromissos, vendemos nosso voto, procuramos “levar vantagem” nas situações, mesmo que isso prejudique pessoas ou instituições, não cumprimos horário, Jesus se torna apenas um personagem histórico e nem sequer é lembrado, compramos atestados médicos para “matar” trabalho, mentimos o tempo todo, usamos o cinto de segurança apenas quando passamos na frente de algum guarda, jogamos lixo nas ruas com lixeiras nas proximidades, depredamos o patrimônio alheio, etc, etc, e etc?   Contra quem mesmo são todos esses protestos?...

Oldair da Silva

Coluna quinzenal do Jornal do Médio Vale

segunda-feira, 10 de junho de 2013

TRIBUNA DA FAMÍLIA
Onde eu errei... Capítulo I
Atualmente, ter uma família é simples. Mas TER uma família não é tudo. É necessário SER família. Reconhecer os erros do passado produz, hoje, uma nova perspectiva e uma nova realidade de convivência para mim e para minha família. A partir desta edição, vou compartilhar com você os principais pontos de aprendizado. Antes de começarmos, quero expressar o carinho e o respeito que tenho por cada leitor desta coluna e dizer que, de maneira alguma, estou aqui como dono de “alguma verdade” ou querendo ensinar qualquer coisa. Se os relatos das experiências forem de alguma valia, o objetivo será alcançado. Não para minha glória, mas unicamente para a honra e glória daquele que tem me proporcionado tudo isso, e muito mais, Jesus!  Vamos ao primeiro ponto. Ele tomará toda a nossa atenção nesta edição:

Ser família exige menos ego e mais comunhão: essa, talvez, tenha sido a minha principal falha. Tudo girava em torno dos meus desejos e objetivos. Os interesses pessoais de quem estava ao meu lado pouco importavam e foram praticamente anulados. E isso era algo sutil. Dava até a impressão de ser consensual. Mas hoje eu consigo enxergar o quanto isso foi destrutivo para o relacionamento. Agora pensem nas conseqüências para a pessoa que vivia comigo. Quando a gente se separou, ela precisou iniciar a reconstrução de uma vida que tinha sido totalmente dedicada aos meus objetivos. No segundo relacionamento, passado o período inicial, que é sempre um “mar de rosas”, o egoísmo começou a imperar novamente. Dali em diante, a história começou a ser repetida. Dia após dia, o relacionamento foi sendo deteriorado. Mas, graças a Deus, o ciclo foi interrompido. Ainda estamos muito longe da perfeição. Todo dia, a Patricia e eu enfrentamos problemas e discussões ligadas ao nosso ego. Mas a consciência que criamos a respeito da necessidade de comunhão de ideais e objetivos tem proporcionado bastante equilíbrio e um tempo mais curto entre o errar e o pedir perdão. Eu procuro apoiar os objetivos dela. Para isso, preciso abrir mão de alguma coisa. E como é difícil abrir mão, não é! Ela também tem feito um constante exercício de abrir mão. Quando chegam os filhos, novos interesses e necessidades são adicionados a relação, passando a exigir uma postura ainda mais livre do egoísmo.  Não é possível convivermos de forma equilibrada em família sem abrirmos mão de alguma coisa. Assim, deixam de existir objetivos individuais, pois na medida em que eles são mesclados passam a ser da família.
O mais importante disso tudo é que o abrir mão não pode produzir peso, sofrimento ou frustração. Não há cobranças posteriores do tipo: “eu abri mão dos meus estudos por sua causa”, “pois é...tive que ficar cuidando das crianças e fiquei para trás”, etc. Estas decisões devem estar “embrulhadas” no amor, devem ser conscientes e em comum acordo. Se você me pedir como isso é possível, eu respondo que só Deus, nosso Pai, que é o próprio amor, é capaz de produzir em nós o desapego e a comunhão genuínos.

Oldair da Silva
http://oldairdasilva.blogspot.com.br
Coluna quinzenal no Jornal do Médio Vale - www.jornaldomediovale.com.br