segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Igrejas desigrejadas, elas existem!

Igrejas sem-igreja são as fábricas dos desigrejados
Não sou o que chamam de sem-igreja, ou desigrejado, mas respeito quem carrega em si este rótulo seja por opção própria ou por imposição alheia a sua vontade. Respeito os sem-igreja porque vejo como os ecos dos que pregam, escrevem e estudam sobre quem confessa a Cristo, mas não consegue mais ir à igreja, são amplificados até se tornarem em julgamentos, sentenças e execução destas sentenças. Sem chance de defesa, são julgados por mutilar o corpo de Cristo, são considerados culpados pela desmoralização da igreja institucionalizada e por isso, são condenados a viver o inferno nesta vida e a morrer no inferno da eternidade.

Muitos falam sobre eles, mas poucos são os que se importam em ouvi-los de verdade e menos ainda os que querem entende-los. Muitos apenas defendem instituições sem considera-las parte responsável pela opção em buscar alternativas para comunhão com Deus e com outros irmãos.
É provável que o que eles têm a dizer não possa justificar esta escolha, mas com certeza explica muita coisa, inclusive que há mais gente sem-igreja dentro das igrejas do que fora delas. Sim, talvez eles sejam o mais corajosos por recusarem participar de um sistema de poder e exploração que alguns insistem em chamar de igreja, mas que pouco – ou nada – tem de serviço e submissão. Talvez sejam eles os verdadeiros protestantes, aqueles que entendem que a Igreja, corpo de Cristo, está acima de qualquer igreja que não consegue ultrapassar a barreira de instituição humana e por isso protestam.
Talvez sejam eles os únicos que ainda não se conformaram com este mundo de méritos e deméritos, e esperam conseguir encontrar uma igreja em que pensar não seja pecado, em que discordar não seja desrespeito, em que ninguém seja sobrecarregado com sacrifícios de tolos, em que ninguém se canse de ser oprimido em serviços inúteis, em que consigam se sentir em casa (na casa do Pai) e não em uma empresa, em que pessoas sejam mais importantes que números, em que o objetivo maior seja salvar vidas e não gerar receita, em que a Glória de Deus não seja atribuída a homens e instituições, em que a Graça de Deus não seja trocada por obras humanas, em que o sacrifício de Cristo e a revelação da Bíblia sejam suficientes, em que a comunhão entre os santos seja sincera e não um amor fingido baseado em interesses pessoais.
Não faltam exemplos de instituições que se dizem igrejas e que no fundo não passam de um sistema que explora e distorce a fé, estes são os que negam e rejeitam o corpo de Cristo, desmoralizam a Igreja e a tornam irrelevante em um mundo que carece de sentido e estabelecem paraísos pessoais nesta vida sem considerar a morte eterna. Como corpos sem espírito, são cadáveres, igrejas sem Deus, igrejas sem amor, igrejas sem pessoas. São igrejas sem-Igreja produzindo pessoas sem-igreja em escala industrial.


Oldair da Silva

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